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1º Etapa Big Biker – Itanhandu (MG)

Olá pessoal, nosso amigo Wilson me pediu para escrever um pouco sobre a corrida de MTB Big Biker, um pouco do evento como um todo e também um pouco sobre a minha prova.

Essa foi a primeira etapa e pretendo fazer o mesmo para as demais etapas!

O Big Biker em si é um grande evento do MTB, sempre atrai muitas pessoas, patrocinadores com seus estandes, atletas de alto nível, curiosos que estão dentro e fora do esporte, as famílias dos atletas participam e apoiam e tornam o Big Biker cada vez maior.

Para a cidade que sedia o evento é muito bom e ruim ao mesmo tempo, pois sempre estamos falando de cidades pequenas que tem seus habitantes gozando de uma paz e tranquilidade muito grande, então no final de semana que acontece a corrida a cidade se transforma e acolhe todos os atletas e visitantes, o comercio local ganha muitos clientes, as pousadas e hotéis tem sua capacidade máxima atingida e quem não gosta muito disso, deve ficar incomodado nesse final de semana, mas no geral a grande maioria das pessoas apoiam e nos acolhem de uma forma muito boa.

A Etapa de Itanhandu, cidade cravada na serra da Mantiqueira, é uma etapa muito rápida quando está seco, que foi o caso nesse ano de 2017, não tem uma serra a ser subida que realmente faça o atleta se superar, mas no geral a quilometragem acumulada em corrida faz o Big Biker ser desafiador.

Eu como atleta iniciante nas corridas de MTB, participo da categoria Sport que tem 65 Km de percurso a ser percorrido, já quem vai na Pró tem seus 95 Km e o trecho adicional com bastante subida.

Esse ano de 2017 é meu segundo ano de Big Biker e minha base de 2016 nesse circuito não era muito boa já que ano passado choveu muito e as referencias mudam completamente. Minha expectativa era enorme e meu desejo de vencer também, meu foco em 2017 é ganhar o Big Biker, estou treinando para isso, mas como diz o Brou, “... todo mundo está treinando” então sabia que não seria nada fácil.

Fui para a largada com a faca nos dentes, sabia que uma boa largada me daria maiores chances, e deu certo, já nos 4 Km iniciais já fazia parte do pelotão da frente sabendo que logo adiante teríamos o primeiro desafio do dia, a subida do Condado, nada muito especial, aproximadamente 3 Km de subida rolada, mas o suficiente para “filtrar” a galera. Quando estávamos no meio da subida já me dei conta que éramos apenas 5 pessoas no pelotão da frente e fiquei contente de minha estratégia ter dado certo, porém no segundo seguinte fiquei preocupado, pois percebi que meu banco estava abaixando, e isso me comprometeria significativamente a corrida, já que a posição de pedalar mudou e subir com o banco baixo te exige muito mais. Esse problema técnico me fez mudar a estratégia, já não podia mais pensar em atacar ou impor um ritmo mais forte, precisava poupar energia pois estávamos apenas no inicio da corrida.

Ao final da subida do Condado eramos apenas 4 e a descida logo a frente foi um refresco para as pernas, o ritmo estava bom e meu banco continuava abaixando, até que um pouco antes do apoio encontrei dois ciclistas parados que não estavam na corrida, eles me emprestaram uma chave para que eu pudesse subir o banco novamente, mas a parada me fez perder contato com o ciclistas da ponta, porém ninguém me alcançou, e segui adiante sozinho.

Banco na altura certa me fez render mais e fiquei sozinho até a chegada do segundo desafio do dia, a Serra do Palmital, mas minha alegria não durou muito, o banco continuou abaixando e no meio da serra já estava impossível de pedalar sentado, fiz muita força pedalando em pé até que cheguei no apoio mecânico perto do final da serra, levantei novamente o banco mas dessa vez uma “manada” passou por mim, atletas de minha categoria e também da Pró.

Terminei de levantar o banco e sai na perseguição, passei alguns atletas de minha categoria e fiquei sozinho novamente na parte plana no topo da serra, e mais uma vez o banco abaixando me fez sofrer, quando cheguei na descida da serra um atleta de minha categoria me alcançou e descemos juntos, sabia que a partir dali não teria mais nenhuma elevação significativa mas ainda teria 20 Km para chegar com algumas elevações curtas e leves mas que para mim pareciam montanhas devido ao banco baixo demais.

Mais um atleta de minha categoria veio junto com um pessoal da Pró que estavam bem rápidos, nos juntamos ao grupo e fomos até a placa de 5Km para final quando não conseguia mais pedalar devido a altura do banco, câimbras e dores já tomavam minhas pernas e então perdi contato com esse grupo e fiquei na torcida para não aparecer mais alguém, não sabia a posição que eu estava, apenas que tinha 2 atletas de minha categoria a minha frente, mas poderiam haver outros que me passaram enquanto estava parado acertando a altura do selim.

Cheguei esgotado e com muitas dores, e quando busquei o resultado vi que havia chegado em 3º lugar, os dois atletas que estavam comigo eram os únicos de minha categoria.

Sabia que podia ter ganho a corrida em minha categoria, o problema mecânico me tirou essa possibilidade, mas OK, vamos para a próxima etapa, agora com o problema resolvido, é só voltar a andar forte e socar a bota no povo.

Big Biker ainda é meu objetivo esse ano, a cada dia que passa me sinto melhor, mais resistente, mais leve e mais focado.

 

Até a próxima.

 

Fabio Maciota

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